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O delicado e o clássico em "O Diário de um Espírito"
Publicado às 16:33 em 4/9/2008

Glauber Filho e Joe Pimentel conseguiram realizar uma obra sincera e intimista, que segue em sua segunda semana de sucesso nos cinemas brasileiros. Apesar de veiculado em apenas uma sala na soterópolis (Cineplace Itaigara), "Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito" já recebeu 50.000 espectadores desde o último dia 29 de agosto.

O cearense Adolfo Bezerra de Menezes  é uma das figuras mais marcantes do país pelo seu amor ao próximo. Ativo na luta pela escravidão, ao descobrir o Espiritismo, Menezes opta por se dedicar à Medicina e à luta contra a injustiça social. Talvez por esses motivos, a dupla de diretores optou por um olhar clássico sobre sua vida, baseado em um roteiro que prima pela delicadeza.

Em termos gerais, o longa sofre um pouco com a impossibilidade de inovações em enquadramentos e planos mais elaborados, próprios do tema em questão. A direção de arte e o figurino são os aspectos irretocáveis da película, que ainda ganha com uma trilha sonora inspiradíssima. A pesquisa feita sobre as principais fases da vida do médico, primou em destacar o lado religioso e absteve-se apenas em pincelar o lado político. A narração em off, que poderia ser um equívoco, acaba sendo um guia para o espectador, porém peca pelo excesso, quase reduzindo a atuação de Carlos Vereza a uma série de repetições.

Aliás, Vereza em cena é algo de sublime, acompanhando de forma coerente e centrada o olhar dos diretores. É ele, que sozinho, compensa o amadorismo do casting de atores, em sua maioria, cearenses, e sem maiores experiências de palco.

Baseado em fatos reais, o longa adota uma seqüência cronológica das experiências vividas por Bezerra de Menezes: seus dramas, o rompimento com a família, a escolha religiosa, o combate à escravidão e como a doutrina espírita mudou a sua fora de ver o mundo. O filme não é nada de excepcional e pode até mesmo não agrdar à grande massa que lota as salas de cinema, porém aborda temas que se fazem necessários em tempos atuais, como o uso da bondade, da caridade e da ética. Uma grande lição, e por isso, vale a pena uma conferida!

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Mais um "bacana" blockbuster americano!
Publicado às 15:00 em 3/9/2008

Contemporâneo, divertido e abusado, "O Procurado" agrada a todas as idades, ideologias e pessoas. E sabe porque? Ele não se coloca com seriedade em nenhum momento e cria identidade com o espectador. Através dos esterótipos, o roteiro busca a empatia seja nos diálogos, na transformação do persongem principal ou mesmo no desejo de ser herói, que carregamos escondido, em nós mesmos.

Apesar de ser uma infinidade de "Deja Vu" e fórmulas prontas do cinemão pipoca, onde o tema central é a superação através da exploração da violência, até que dentro dos limites e do que se pode esperar de um filme de ação, "O Procurado" não decepciona. E faz isso muito bem!

A estória fala da ligação do mundo antigo com o mundo atual, numa mistura de rituais e segredos mantidos numa antiga profissão: a tecelagem. Quem diria que em meio a muitos fios entrelaçados haveria uma lista de execução? Um pouco mais além, quem diria também que esta tal fraternidade "ensinaria a pescar" ao inimigo?

O herói da fita é o fracassado Wes (James McAvoy), um pobre coitado que trabalha em uma empresa de contabilidade. Sua vida não tem sentido, seus dias passam iguais, a chefe o destrata, a namorada o ignora e o trai com o melhor amigo. Sua auto-estima é a pior possível e toda essa "animação" o faz ter frequentes crises de ansiedade. Esse quadro sofre uma alteração quando o rapaz entra em contato com a "Fraternidade", uma espécie de sociedade secreta, onde começa a ser treinado para vingar a morte do pai.

 

Só que algo de estranho começa a aparecer e o garoto descobre que o seu pai está mais vivo do que nunca, pena que só descobre isso quando é mandado para matá-lo, sem que saiba. Dizem por aí que para vencer o inimigo, a melhor estratégia é aliar-se a ele. Só que o tal inimigo é mais amigo do que nunca. Wes descobre que ele é a isca. E enquanto oscila entre heroísmo e vingança, aprende o que ninguém pode ensiná-lo: que ele mesmo pode mudar o seu destino.

Quanto às performances, Morgan Freeman é, mais uma vez, digno de aplausos. Sempre contido e esbanjando charme, faz de seu Sloan um vilão querido. Angelina Jolie já provou que é boa atriz (O Preço da Coragem) e consagra-se em um filão do qual já é soberana: os filmes de ação. James McAvoy (Desejo e Reparação) consegue dar as nuances necessárias ao seu personagem, que passa por visíveis transformações, mostrando que atua em dramas, comédias e blockbusters com a mesma competência.

Mesmo sendo um filme irreal, simplista e raso, "O Procurado" é a coisa mais divertida, desprentesiosa e declaradamente cool que apareceu nos cinemas nos últimos meses.

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A Outra: Muito barulho por nada
Publicado às 14:00 em 1/9/2008

A centro da história de “A Outra” é a relação das irmãs Anne e Mary Bolena. Movidas pela cobiça do pai e do tio, sob o pretexto de ajudar a família as irmãs tornam-se rivais ao disputar a cama do Rei da Inglaterra. O objetivo era gerar um herdeiro para o monarca que sofria, à época, com a falta de um filho varão, o que prejudicava os interesses políticos do país. O problema é que Henrique VIII desenvolve um desejo não só por Anne, mas também por Mary, o que leva a um vaivém de emoções e ações movidas pelo ressentimento, ódio e ambição.

A história das Bolena já ganhou três adaptações. Uma em 1966 com Vanessa Redgrave, outra em 1972 com Charlotte Rampling  e em 2002 com a série televisiva The Tudors, até agora o mais bem feito, e porque não dizer, mundano retrato da Inglaterra do século 16. O roteiro, baseado no livro de Philippa Gregory, escrito por Peter Morgan (O Último Rei da Escócia) é simplista, o que faz com que momentos importantes percam a essência. A direção  de Justin Chadwick ("Sleeping with the Fishes") é morna e não empolga, o que deixa o longa sem ritmo.

Nunca Henrique VIII pareceu tão fraco e voltado aos seus caprichos como nesta adaptação. Eric Bana dá ao seu personagem um ar sombrio, pesado e sempre em conflito, não com que há de fazer de certo, mas com a luta que trava com os seus desejos mais impetuosos. A Mary de Scarllet Johansson não possui nuances de emoção genuína e sofre com o mesmo problema de filmes anteriores, já que quando seus personagens exigem, ela não possui expressividade. Natalie Portman e sua ambiciosa Anne atrevida, dissimulada, doce e cruel em proporções distintas.

 

As conseqüências dos desejos de Henrique VIII, as intrigas palacianas, a fundação da Igreja Anglicana, a busca por um herdeiro, e o que todos esses fatos representam, ganham um olhar simplista até demais no longa, já que o diretor optou claramente por trabalhar os arquétipos dos personagens principais.

“A Outra” (The Other Boleyn Girl) não traz nada de diferente da grande maioria dos filmes de época. O espectador cansa em meio a uma fotografia centralizada, inssossa e de pouca inspiração. O que segura a construção da história é a impecável direção de arte, a utilização do erotismo e o inegável talento de Natalie Portman. Diante de um roteiro superficial e simplista, ela esbanja versatilidade, seduz e seu brilho faz falta até quando não está em cena.

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Alta temporada em Hollywood decepciona produtores
Publicado às 14:00 em 1/9/2008

A lucrativa temporada do verão no cinema norte-americano chegou ao fim sem brilho nesta segunda-feira. Apesar de a arrecadação das bilheterias ter atingido novo recorde, o número de ingressos vendidos caiu para o nível mais baixo em três anos.

O feriado americano do Dia do Trabalho, que marca o fim tradicional da temporada de verão, teve como líder de bilheteria a comédia Trovão Tropical. A sátira de Hollywood dirigida por Ben Stiller vendeu estimados US$ 14,3 milhões nos quatro dias do feriadão. É a menor arrecadação de um filme líder de bilheteria nesse feriadão desde 2004, quando a saga de artes marciais Herói estreou com US$ 11,5 milhões.

Dirigida e estrelada por Ben Stiller e tendo também Robert Downey Jr no elenco, Trovão Tropical já vendeu US$ 86,6 milhões até agora. Quatro lançamentos passaram quase despercebidos no fim de semana, incluindo a ficção científica Missão Babilônia, com Vin Diesel (2º lugar, com US$ 12 milhões).

O quadro geral do verão não foi muito animador. O aumento médio de 4% nos preços dos ingressos nos EUA, chegando a US$ 7,16, evitou resultados decepcionantes para a indústria cinematográfica. De acordo com a Media By Numbers, as vendas estimadas tiveram um aumento ínfimo de 0,43% em relação ao recorde do ano passado, chegando a US$ 4,2 bilhões, e o número de ingressos vendidos caiu 3,5%, passando para US$ 586,9 milhões.

Tudo isso apesar do sucesso enorme de Batman - O Cavaleiro das Trevas, que já arrecadou quase US$ 505 milhões nos EUA e Canadá e já é o segundo filme mais bem sucedido da história, perdendo apenas para Titanic (sem levar em conta a inflação).

O verão começou bem, com Homem de Ferro e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, ambos os quais venderam mais de US$ 300 milhões. Mas as vendas globais vêm caindo há seis semanas consecutivas. De acordo com Paul Dergarabedian, presidente da Media By Numbers, as Olimpíadas e o medo da recessão, sem falar no furacão Gustav e as convenções políticas, prejudicaram as vendas de ingressos nos EUA.  "As pessoas estão ficando mais seletivas", explicou. "Ninguém deixa de assistir aos filmes maiores, mas, no caso dos menores, as pessoas tendem a esperar para vê-los em DVD." 

A temporada de verão dura 18 semanas e geralmente é responsável por 40% das vendas anuais de ingressos. Os estúdios aproveitam as férias escolares para lançar sagas de super-heróis e seqüências feitas com orçamentos grandes para tentar conquistar o público mais visado por Hollywood: o masculino adolescente e jovem.   
 
Reuters

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Uma realidade em trânsito
Publicado às 13:27 em 26/8/2008

Conflitos Sociais e muita reflexão em “Linha de Passe”, terceira parceria de Walter Salles e Daniela Thomas, que estréia dia 5 de setembro em todo o Brasil.

Reginaldo (Kaique de Jesus Santos) é um jovem que procura seu pai obsessivamente. Dario (Vinícius de Oliveira) sonha em se tornar jogador de futebol, mas, aos 18 anos, vê a idéia cada vez mais distante. Dinho (José Geraldo Rodrigues) dedica-se à religião. Dênis (João Baldasserini) enfrenta dificuldades em se manter, sendo também pai involuntário de um menino. O elo desses quatro garotos é Cleusa, a mãe que trabalha como doméstica e está grávida de mais um filho... De pai desconhecido.

As relações familiares e os sonhos de quatro garotos pobres, na grande São Paulo, são o mote de “Linha de Passe” (Brasil, 2008), que ganhou pré-estréia em Salvador no começo da semana, com direito a presença de Walter Salles (um dos diretores) e parte do elenco. Segundo o próprio Walter, o filme foge dos estereótipos que insistem em mostrar os jovens da periferia de maneira marginal. “Lá também existe gente do bem”, falou.

Quem quiser dar uma chance a "Linha de Passe", vai acompanhar uma história urbana, com dramas reais, comuns à vida de qualquer pessoa. Os conflitos sociais da metrópoloe em que vivem, geram comportamentos distintos nos cinco personagens principais. Tudo foge do lugar-comum e serve para criar uma atitude de reflexão, também em quem vê. Não há “teatralismo”, músicas que forçam a emoção ou excessos na fotografia. A emoção vem naturalmente. Como a vida, os sentimentos de dor e a sensação de impotência, que brotam da tela nas quase 2h de projeção.

Após os belíssimos Central do Brasil (1998) e Diários de Motocicleta (2004),  tinha a impressão que seria difícil para Salles encontrar um caminho reto, porém “Linha de Passe” vai além de uma ferida aberta, se coloca adiante das mazelas sociais... E encontra a esperança, passa a mensagem de que é possível a mudança e que ela começa na forma de se fazer cinema no Brasil e de retratar o real. “Cansei de filmes que matam pessoas... É hora de filmes que possam salvá-las”, desabafa o diretor.

Este é o 3º longa-metragem dirigido em parceria por Walter Salles e Daniela Thomas. Juntos, fizeram os elogiadíssimos "Terra Estrangeira" (1996) e "O Primeiro Dia" (1998). Para “Linha de Passe”, foram necessários tortuosos seis anos de trabalho: roteiro, pré-produção, acusações de plágio, elenco e patrocínio. O filme participou da 61ª edição do Festival de Cannes e sagrou-se vitorioso pela crítica especializada e ainda faturou o prêmio de Melhor Atriz, para Sandra Corveloni.

Salles e Thomas realizaram um projeto e tanto. Mostram um outro olhar, às vezes cru e cruel, de uma realidade que insistimos em não “tomar conta”. Os aplausos no final da projeção demonstram isso. E são inquestionavelmente merecidos!

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Projeto "Obras-Primas do Cinema" traz o melhor da Sétima Arte
Publicado às 13:33 em 21/8/2008

O Portela Café exibirá, a partir do dia 26 de agosto, terça-feira, obras fundamentais da Sétima Arte, às 20h. A programação, idealizada e organizada pelo jornalista Carlos Ribeiro, tem como objetivo possibilitar ao público assistir criticamente alguns dos filmes mais importantes da história do cinema, representantes de escolas cinematográficas e correntes estéticas. 

O aspecto mais decisivo na escolha dos filmes é o estético. Para que o público possa ter uma devida apreciação do valor de cada obra, a exibição contará com a participação do crítico André Setaro, que fará uma breve apreciação, ressaltando os aspectos mais importantes a serem observados. Após a exibição de cada filme será realizada uma discussão.

 

O Projeto Obras-primas do Cinema será inaugurado com a exibição de “Cidadão Kane”, de Orson Welles, considerado por muitos críticos o mais importante filme de todos os tempos.  As sessões seguintes serão feitas mensalmente, na última quarta-feira do mês. À exceção do mês de dezembro, que será no dia 17, em função das festas de final de ano. As próximas exibições serão: “Morangos Silvestres”, de Ingmar bergman, “Um corpo que cai”, de Alfred Hitchcock, “Ladrões de bicicleta”, de Vittorio de Sica e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha.

O quê: Projeto Obras-Primas com exibição de “Cidadão Kane”, de Orson Welles
Quando: 26 de agosto (terça); 24 de setembro, 29 de outubro, 26 de novembro, 17 de dezembro (quartas)
Onde: Portela Café, Parque Cruz Aguiar, Rio Vermelho - TEL: 3335-6855
Quanto: R$ 5,00

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Exibição do "Anima Mundi" Brasil acontece no SESC
Publicado às 11:13 em 20/8/2008

O SESC recebe uma mostra do melhor de Anima Mundi, produção no país de curta metragem, em diversos temas e técnicas de animação. No SESC Aquidabã, de 18 a 23 de agosto, com sessões: infantil, das 9h às 14h, público geral, às 17h30 e 18h30 e adulta, às 20h. Informações pelo telefone 3254-3960.

O Anima Mundi é um festival de animação que ocorre anualmente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Iniciado em 1992, é o maior da América Latina. Durante o festival são exibidos curtas, médias e longas-metragens, seriados e comerciais. As linguagens narrativas e técnicas são as mais variadas e o festival não exige nenhum critério específico.

Por outro lado, o festival promove um concurso internacional de animações para a Internet com critérios específicos, o Anima Mundi Web. O festival online recebe trabalhos realizados que são exibidos no site do Anima Mundi onde os internautas podem participar da votação pela escolha da melhor animação.

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Primeira foto de nova adaptação de 'Retrato de Dorian Gray'
Publicado às 12:34 em 13/8/2008

'O Retrato de Dorian Gray', obra escrita por Oscar Wilde, ganhou mais uma adaptação. E já tem até primeira imagem, que mostra Colin Firth e Ben Barnes. Desta vez com Colin Firth, Ben Chaplin e Ben Barnes no elenco, ela é dirigida por Oliver Parker ('Um Nome na Lista'). 

O romance conta a história fictícia de um homem jovem chamado Dorian Gray na Inglaterra aristocrática e hedonista do século XIX, que torna-se modelo para uma pintura do artista Basil Hallward. Dorian tornou-se não apenas modelo de Basil pela sua beleza física, mas também tornou-se uma fonte de inspiração para outras obras e, implicitamente no texto, uma paixão platônica por parte do pintor. Mas o seu retrato, que Basil não quer expôr por ter colocado "muito de mim mesmo", foi sua grande obra-prima.

Parker irá explorar o lado mais obscuro e perverso da obra. A estréia é prometida para 2009.

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"Queime depois de Ler"
Publicado às 17:00 em 8/8/2008

O próximo filme dos diretores Joel e Ethan Coen, irmãos ganhadores do Oscar deste ano por 'Onde os Fracos Não Têm Vez', ganhou dois trailer. A comédia de espionagem 'Burn After Reading', será lançada no dia 12 de setembro nos Estados Unidos pela Focus Features. No Brasil, com o título 'Queime depois de Ler', o filme chega em 28 de novembro e apesar do presença do ótimo John malkovich, quem rouba a cena é mesmo Brad Pitt: Com um personagem meio aloprado e um figurino digno de filmes filmes B.

Na história, Malkovich interpreta um agente da CIA que está escrevendo um livro sobre sua profissão, mas o disquete com o conteúdo é roubado pela sua ex-esposa, que esquece-o na academia...O elenco inclui Tilda Swinton, Brad Pitt, George Clooney e Frances McDormand, esposa de Joel Coen. Confiram:

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Arquivo X 2 ? Eu "ainda" quero acreditar
Publicado às 19:00 em 26/7/2008

Sempre fui fã de Arquivo X. Sempre acompanhei a saga de Fox Mulder e Dana Scully por respostas a fenômenos sobrenaturais por um longo tempo. E como todos os fanáticos, chorei e xinguei Chris Carter quando a série chegou ao fim, mas era inevitável, já que a franquia estava "morta". “Arquivo X 2 – Eu quero acreditar” chega aos cinemas com dez anos de atraso, mas ainda não é o filme que se esperava ver.

Padre Joe (Billy Connolly) tem visões de uma agente do FBI desaparecida em perigo. Em companhia dos agentes Dakota Whitney (Amanda Peet) e Mosley Drummy (Xzibit), ele tenta resgatar a jovem ainda com vida. Impressionada com os resultados, mas ainda incrédula pelo passado impróprio do padre, Whitney pede a ajuda dos veteranos Fox Mulder e Dana Scully  na caçada dos culpados pelo rapto da agente.

Enquanto Scully reluta em reviver o passado, Mulder vê uma oportunidade de voltar à ativa em grande estilo. A dupla vive no maior estilo “casalzinho” em uma propriedade no interior, desde que o departamento Arquivo X foi fechado pelo Bureau. Dana trabalha como médica em um hospital católico enquanto Mulder passa os dias reclusos em seu mundinho “paranormal”, sempre em busca de respostas.

Ao partir para ajudar Mulder em sua ensandecida, mas compreensível jornada de volta aos casos Arquivo X, Dana não abandona seu emprego e é dela as cenas mais densas do filme. A história paralela que seu personagem vive é sensível, bem ao estilo caracterizado na série. O racional está presente na relação dela com o pedófilo Padre Joe e na situação que enfrenta com um paciente terminal.

Duchovny interpreta mais do velho Fox, sem tirar nem por, mas nem por isso menos competente. Verdade seja dita: David Duchovny e Gillian Anderson nasceram para interpretar os agentes do FBI ( E talvez por isso deram tão errado em carreira-solo). A cética e o temperamental formam uma das duplas mais perfeitas da televisão e do cinema. A química é inegável!

Apesar da seqüência inicial do filme e da trilha sonora – sempre remetendo à série – a direção e o roteiro de Chris Carter e Frank Spotnitz, não consegue convencer muito bem, até porque, as motivações dos vilões destoam totalmente das manifestações que se esperam de um “Arquivo X”. 

Razoável, com um desenvolvimento irregular e um final melancólico,  o filme conserva a tensão, a curiosidade e plástica que fizeram de Arquivo X um sucesso em todo o mundo! E isso já vale o preço do ingresso!

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Debora Melo é Jornalista, bacharel em Comunicação Social desde 2005. Sua relação com o cinema esta diretamente relacionada com seus gêneros preferidos: os Épicos e Clássicos, que ocupam lugar de destaque em sua videoteca.

Durante a graduação demonstrou íntima relação com a sétima arte, através de matérias elaboradas para os produtos laboratoriais da faculdade, tendo atuado em todas as fases de implementação de um programa de Rádio sobre Cinema – Cine em Companhia.

Seus textos são um reflexo de seu amor pelo cinema. Entre os ídolos estão Pedro Almodóvar, Jack Nicholson, Alfred Hitchcock (na cena internacional) e Fernanda Montenegro, Lazáro Ramos (nacional).

 












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