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ENTREVISTA COM RICARDO FAGUNDES
Publicado às 10:00 em 9/4/2010

Ricardo Fagundes é ator, diretor, bailarino, produtor cultural e professor. Falando neste último, ele acaba de se aliar a também atriz Zeca de Abreu para ministrarem a Oficinas de Interpretação Cutucando Vai ! e A vida é uma comédia, na sede da QUATRO Produções Artísticas, que vem se destacando como uma das grandes promessas em produção artística no Estado.
 
Sobre as oficinas, a QUATRO Produções e muito mais, ele vai estar falando nesta entrevista que realizamos com ele. Imperdível !!!
 
1) Conte-nos um pouco sobre a sua carreira.
 
Sou Mestre em Artes Cênicas, ator, dançarino, Produtor, adoro estudar, investigar um personagem...enfim faço Arte por uma questão de saúde. Agradeço a todos os artistas de Teatro, pois cresço a cada dia no convívio com estes seres.
 
2) Você é ator, professor, bailarino e agora produtor. Qual dessas atividades você gosta mais?
 
Adoro estar em cena...sinto a necessidade de trocar ideias com outras pessoas, daí o ofício de professor. Dinheiro e mudança de comportamento se processam enquanto Produtor.
 
3) Como surgiu a ideia da Oficina de Interpretação e qual é o objetivo?
 
Meu objetivo é trocar ideias com as pessoas...sempre aprendo muito nas aulas. Cada pessoa que chega é um universo novo a se conhecer e a gratificação vem no aprofundamento dessa alma durante as aulas.
 
5) O que já foi produzido pela QUATRO Produções Artísticas desde a inauguração até hoje?
 
 Já estive em todas as ações: "Estrelas do Orinoco", Auto de Natal, Decoração do carnaval do Pelourinho, Festival Nacional de Teatro da Bahia - 2ªEdição, Radio Novela "Outras Histórias da Bahia" e agora as oficinas teatrais, além de um projeto social chamado DUMEIO, o qual está me deixando muito feliz no momento.
 
6) Quais os próximos projetos da Produtora?
 
Tão aí em cima.
 
7) O que deve fazer quem quiser participar das Oficinas de Interpretação promovida pela QUATRO?
 
Tratam-se de duas oficinas a de Zeca "A VIDA É UMA COMÉDIA' e "CUTUCANDO VAI" comigo. A primeira será sobre comédia e a minha abordarei diferentes estilos teatrais, cutucando cada um a partir de seus referenciais para daí aumentar sua expressividade. Serão 14 encontros com duas apresentações públicas num Teatro.

Liguem para 3498-6728, apareçam lá para sermos felizes. Por que CUTUCANDO VAI...Ah!  corram que as vagas estão acabando! Êba!
 
8) O que você acha que nós artistas devemos fazer para que a nossa cultura cresça e valorize os artistas de modo a propiciar estabilidade profissional e financeira?
 
Saber o que de fato queremos. Qual nossa real necessidade e qual o real querer

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No mês do Teatro, temos novidades !!!
Publicado às 17:00 em 17/3/2010

Quanto tempo, né? Pois é. A ausência de textos dos meus, refletiu também a realidade teatral baiana. Pelo menos para mim. Não me refiro à espetáculos em cartaz (tivemos vários) e, sim à estreias. Foram poucas, tímidas... Início de ano só se fala em Carnaval, né? Mas AGORA, em Março, mês em que comemoramos o Dia do Teatro, o tempo das vacas magras está passando e o cenário teatral baiano está congestionado de tantas estreias. E boas estreias !!!
 
Vamos a elas então ?
 
História de uma lágrima furtiva de cordel
 
Para começar, estou em cartaz com o espetáculo História de uma lágrima furtiva de cordel, com direção e texto de Cristiane Barreto, inspirado no livro A Hora da Estrela de Clarice Lispector. A peça fala de Macabéa, uma jovem nordestina, que deixa sua cidade natal, em busca de novas aventuras no Rio de Janeiro. Uma história bem atual, aliás. Quantos nordestinos não abandonam suas raízes sonhando com um futuro mais promissor no Sul do país e, muitas vezes, em outros países? Será que essa é a única forma de ser feliz? E onde está a felicidade? Aqui? Ali? Dentro de nós mesmos?
 
No elenco, além de mim, estão Thaís Mensittiere, Cibele Marina, Wanderley Meira e Joedson Silva. Quem assina o figurino é Rino Carvalho, a luz Fernanda Mascarenhas, o cenário Rodrigo Frota, a maquiagem Marie Thauront, a direção musical Sandra Simões e preparação musical Stella Campos. Para conferir, o espetáculo estará em cartaz até o final de Março, de sexta a domingo, no Theatro XVIII, as 20 horas. O ingresso é um livro literário em bom estado.
 
Fragmentos de um só
 
"A cada dia, um espetáculo diferente. Fragmentos reunidos de um todo. Nós, as partes. Juntos aos pedaços nos mostramos inteiros. Ouse e venha até nossa casa."
 
Essa é a ideia do Núcleo Vagapara, coletivo de atores, que estreou com o espetáculo Fragmentos de um só, onde os intérpretes-criadores-encenadores (ufa!) Márcio Nonato, Isabela Silveira, Jorge Oliveira, Lisa Vietra, Olga Lamas, Lucas Valetim e Paula Lice criaram solos que expressam suas inquitações, dúvidas, desejos, monstrinhos... que habitam a existência de qualquer ser humano. Tudo acontece numa casa, a Casa Preta, novo Espaço Cultural da cidade, que fica na Rua Areal Cima, nº 40, Dois de Julho, onde o público tem também a oportunidade de passear pelo espaço, como mais um personagem da encenação.
 
No Rio de Janeiro e em São Paulo, inclusive, por conta da dificuldade de pautas nos espaços culturais convencionais e também pela própria vontade-necessidade de inovação-renovação, é cada vez mais comum a utilização de espaços alternativos (escolas, clínicas, casas, rios...) para realização de espetáculos teatrais. A Bahia está tendo o seu momento com os solos desses jovens-senhores-atores-empreendedores da nova geração. Com certeza, imperdível !!!
 
O espetáculo estará em cartaz, até o dia 4 de Abril, de segunda a segunda (ver programação no blog do núcleo http://nucleovagapara.blogspot.com/), em vários horários, com o custo de R$ 5,00 reais. Mas para assistir, tem que ligar para o tel 8728-6947 e agendar a compra do ingresso.
 
Festival Nacional de Teatro da Bahia
 
Promovido pela Cooperativa Baiana de Teatro e produzido pela QUATRO Produções Artísticas, o Festival Nacional de Teatro da Bahia - Teatro Por Todos os Lados, que está em sua 2ª Edição, vai de 15 a 21 de Março, em diversos Espaços Culturais da cidade. Com grupos de vários lugares do Brasil (Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba, Bahia...), o evento promete promover um intercâmbio cultural, através de mostras artísticas, foruns e oficinas, durante sete dias.
 
Programação e mais informações ligue para o tel 34986728 (QUATRO Produções Artísticas) e no site da Cooperativa www.cooperativabaianadeteatro.com.br. Preços populares: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia).
 
Bom comemorar o dia do Teatro com Teatro. Bom perceber que, apesar de todas as diversidades, estamos aí, resistindo, respirando, arfando, cansando, amando, vivendo de uma arte que faz crescer, que faz aprender, que faz ser feliz !!! Teatro por todos lados. Vamos aproveitar !!!
 

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Enfim... 2010 !!!
Publicado às 09:00 em 19/1/2010

Nossa, quanto tempo !!! E é exatamente a sensação de demora que estava sentido em relação aos espetáculos de teatro inéditos em Salvador. Nada acontecia e quando acontecia vinha sem grandes novidades. Mas, para minha grata surpresa, como uma avalanche, apareceram vários... E bons !!!
 
Tivemos o lindíssimo e forte Joana D'arc com a premiadíssima atriz Jussilene Santana, a Última Sessão com grande Mestre Harildo Deda, Caso Sério com o magnífico ator Celso Jr... dentre outros. Com exceção de Joana não pude vê-los ainda, mas já estou me agendando para prestigiá-los. Me falaram muito bem e essas coisas não se perde. Aliás, tenho notado que o teatro baiano tem recuperado, sim, o fôlego. Cada vez mais novas produções vão dando sua cara pelos palcos soteropolitanos e isso é um ótimo sinal.
 
Essa semana mesmo fui assistir a estreia do espetáculo Siricotico, nova montagem da Companhia Baiana de Patifaria. Fiquei muito orgulhosa de ver tantas pessoas boas, seguras e profissionais no palco. Os atores Lelo Filho, Jarbas Oliver, Nilson Rocha e Alexandre Moreira (novo integrante da trupe) "brincam" de teatro dentro do teatro com propriedade e leveza. Dão o recado sem levantar bandeira de nada. Muita gente vai dizer: "Ahhhh mas alguns personagens parecem com os de A Bofetada". É, pode até ser. Mas é um outro espetáculo, uma nova roupagem... os atores é que são os mesmos. E está mais do que na hora da gente parar de querer que os outros supram uma necessidade que é nossa. A peça é boa, o figurino uma delícia, a maquiagem... maravilhosa !!! Com certeza, como eles mesmos dizem "é uma comédia do balacobaco". Em cartaz no Teatro Isba, de sexta a domingo, as 20 horas. Vida longa à Siricotico !!!
 
Outra novidade que promete dar o que falar neste verão é o Minifestival de Dramaturgia Quatro Cravos para Exu, uma invenção do Dramaturgo cearense Marcos Barbosa, que numa atitude inovadora resolveu dar vida aos textos de quatro alunos de sua oficina de dramaturgia. Essas quatro peças (Cipriano de Tássio Ferreira, Meninas de Short e sem rosto de Cristiane Barreto, Alfazema e Suor de Gildon Oliveira e Pensando Bem de Bárbara Pessoa) estão em cartaz no Teatro Gamboa Nova, de quinta a domingo. Além das  encenações, o evento conta também com a venda de um livro com as quatro peças. O Minifestival tem duas sessões, cada uma com duas peças. Uma as 19:00 horas e outra as 20:30. Imperdível !!!
 
Ah !!! E um FELIZ ANO NOVO !!! Com muito teatro para todos nós.
 
Amém !!!

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Adoro o FIAC !!!
Publicado às 15:00 em 16/11/2009

Este ano tivemos mais uma edição do FIAC Bahia (Festival Internacional de Artes Cênicas). O evento reúne profissionais das artes de várias partes do mundo. Em sua estréia, no passado, surgiu como um dos festivais mais importantes do Brasil nessa modalidade e agora, em sua 2ª edição, esse título foi confirmado.

Sob Coordenação de Nehle Frank, Felipe de Assis e Ricardo Libório, o FIAC virou uma espécie de ponto obrigatório. Todo mundo quer ver, participar, trabalhar... Tivemos na grade, espetáculos de renome como Comunicação a uma Academia (metáfora sobre as relações sociais humanas), com a atriz premiadíssima Juliana Galdino, da Companhia Club Noir (São Paulo), premiada recentemente com o Prêmio Bravo de Teatro, O Estrangeiro, dirigido pela atriz Vera Hotz e encenado pelo ator Guilherme Leme, dentre outros.

Uma novidade foi o Ponto de Encontro, que aconteceu no Espaço Barril, na Vasco da Gama, onde, todos os dias, as pessoas se encontravam para celebrar, festejar, intercambiar e trocar impressões. Além disso, diariamente também, nos encontrávamos no Lounge FIAC, onde aconteciam os Bate-Papos, promovendo uma troca cultural entre os participantes e o público em geral. Isso sem falar nas Oficinas e Seminários abertos à classe.

No encerramento tivemos o espetáculo Orô de Otelo, com o ator Augusto Omolù e direção de Eugenio Barba, que seria apresentado inicialmente no Cruzeiro de São Francisco, mas por conta do falecimento de Neguinho do Samba, quando todos os eventos do Pelourinho foram cancelados, aconteceu no Teatro Vila Velha. Orô de Otelo une a Dinamarca e a cultura afro-baiana, através de uma encenação inovadora e forte.

Foram sete dias intensos, numa maratona espetacular, por quase todos os teatro de expressão da cidade, onde o público pode se dividir e prestigiar encenações de várias línguas, culturas e modalidades.

O FIAC já é, a meu ver, evento obrigatório. A sensação que tenho é de estar diante de um bando de formigas lutando para que tudo dê certo. Pessoas diferentes, mas com propósito igual. O FIAC é o resumo do que precisamos que aconteça com a nossa cultura. Que dê certo, que mobilize, que faça pensar... com erros, acertos, imprevistos, mas sempre com vitória.

Vida longa, FIAC !!! Até o ano que vem !!!
 

 

 

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Genteeeeeeeeee!!!
Publicado às 00:00 em 5/10/2009

Há quanto tempo !!! Demorei pra pintar por aqui, né? Estava viajando. Fui com Igor Epifânio ao Fringe – The Edinburgh Festival, na Escócia. Um evento gigantesco, com mais de 1000 espetáculos de teatro disputando a atenção do público. Esse festival é conhecido mundialmente pela diversidade e grandiosidade.
 
No Fringe participam espetáculos da Rússia, da Espanha, da Itália, do Japão... enfim, uma pena não ter encontrado nenhum do Brasil. Em dois dias assisti doze espetáculos... Saíamos de um espetáculo e corríamos pra outro. As apresentações eram realizadas em salas, teatros, cafés, bares... É algo surreal. E a língua em comum era a inglesa. Felizmente, não tive grandes dificuldades em entender, já que o english escocês é mais didático

Dos muitos, escolhemos ver The Picture of Dorian Gray, de Oscar Wilde, um monólogo esplêndido defendido por um jovem-senhor inglês, The Self Murder, texto sutil, onde dois jovens russos discutem a existência humana e a vontade de abandonar a vida. Entendi ali o que é “less is more". Vimos também Mong-Yeon (A Love in Dream), espetáculo coreano, que tinha a morte de um ente querido como tema principal. Era uma espécie de Ghost do oriente, com uma mulher correndo de um lado pro outro atrás de um tal de "Yobô" (o marido morto). Caímos de rir num show de humor Rosa Waxes Lirical, apreciamos também, Certain Dark Things, um espanhol com uma temática gay... Uma espécie de Garcia Lorca LGBT, dentre outros. É claro que não faltou espetáculo ruim. Mas a grosso modo, dos doze que vi, só um era péssimo e um era razoável.
 
Muito louco assistir teatro em outra língua. Por mais que você entenda, há muito o que entender, o que aceitar... O festival agrega várias pessoas, permite o intercâmbio entre vários “quereres”, várias culturas... Edinburgh abre suas portas todos os anos, durante um mês, para receber o Festival, uma verdadeira salada cultural. Imperdível ver e participar.

A gente tem que invadir aquele lugar. Seria perfeito montar uma peça em inglês e mostrar na Grã-Bretanha que teatro é uma linguagem universal.

Prometo não demorar tanto. Até.

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Viva a cultura baiana!!!
Publicado às 00:00 em 20/7/2009

Começo assim, por que dizem que para atrair coisas boas, o melhor é pensar nelas. Não é auto-ajuda. De fato, já reclamamos tanto nossas dores, que o melhor agora de nos livrarmos delas, atualmente, é colocando remedinhos e seguindo, do nosso jeito, da melhor forma possível.

No ultimo dia 2 de julho, dia da Independência da Bahia, foi realizado o manifesto A Cultura na UTI, onde a maioria da classe artística baiana se juntou para protestar contra a atual política cultural e a nova gestão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, diga-se Márcio Meirelles.

O protesto foi movido por pessoas insatisfeitas com a verba pulverizada, pelos teatros fechados, pelos poucos espetáculos inéditos, pelos grupos de teatro ameaçados... enfim, pela pandemia que se instalou em nossa cultura local e que por pouco ainda não a fez entrar em óbito.

Era para ser um protesto político, porém pacífico, promovido por pessoas que, cansadas de tanta reclamação e de tanta lentidão, quis dividir suas dores com outras pessoas, igualmente prejudicadas, provocando com isso o início de um diálogo com os nossos representantes políticos. O movimento valeu enquanto instrumento mobilizador, sensibilizador e informador.  Mas enquanto movimento político artístico não foi tão feliz, por conta de vários fatores. Um deles foi uma minoria (mas que estava lá, infelizmente), que ao invés de pensar enquanto artistas, enquanto profissionais, enquanto pensantes, preferiu levar a causa para o lado pessoal, tentando atingir os responsáveis pela queda cultural com palavras e textos ofensivos. Por que um “FORA, MÁRCIO!” se o que a gente queria era um “FALA, MÁRCIO! RESOLVA, MÁRCIO!”. Acho mesmo que a nossa cultura está “descendo a ladeira”, mas não acho sadio reivindicar nossa subida com ofensas e com represálias. A nossa proposta é o diálogo, é o amadurecimento. Está tudo um caos, mas não é brigando, não é ofendendo que isso vai mudar. Briga a gente já sabe como é. Vamos atrás das BOAS novidades. Até porque isso serviu para que Secretário e o Governador se baseassem na hora de responderem erroneamente ao movimento. Disseram que quem estava ali não eram os artistas e sim, a parte viúva que mamou nas tetas do antigo governo. Não, não foi não. Quem estava ali era a parte que quer e precisa viver de arte, com respeito, carinho, vontade e dignidade.

Fechando tudo, foi até uma ótima iniciativa e um ótimo começo. Porque dali surgiu a possibilidade de enfim conversarmos. Pena que a conversa ó aconteceu quando o caos já estava alojado. De fato, nenhum milagre não aconteceu, é claro. Mas agora eles já sabem OFICIALMENTE que não estamos satisfeitos e que não acreditamos mais nesse projeto de raiz, como constantemente pregam. Acredito na boa fé de muitos, mas isso, infelizmente, não paga conta de luz. Sinceramente e particularmente, tenho perdido a esperança e hoje espero ansiosa que tudo isso acabe e que eles, dignamente, vão embora para outros virem.  Provavelmente, com os próximos, também não será fácil. Mas possivelmente serão outros erros, outros acertos, outra luz no fim do túnel. Porque, para mim, a de agora já se apagou. Falta de esperança? Nãooooo. Falta de fé naqueles que nos representam mesmo. E não sou viúva de ninguém.
 

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Ninguém mais vai ser bonzinho?
Publicado às 11:00 em 3/6/2009

Em tempos de duelo entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, Ninguém mais vai ser bonzinho. Será?! Este é o nome da comédia carioca, com toques de suspense policial, que chegou à Salvador, para apresentações quatro únicas apresentações.


O espetáculo foi inspirado no livro “Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva”, de autoria de Claudia Werneck (jornalista e fundadora da ONG Escola de Gente - Comunicação em Inclusão), orientado pelo dramaturgo Bosco Brasil (autor do texto Budro), escrito e dirigido por Diego Molina e interpretado pelo grupo Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade, formado por Natália Simonete e Talita Werneck, Victor Albuquerque, Marcos Nauer e Fábio Nunes, todos reconhecidos profissionais de teatro.

Ninguém mais vai ser bonzinho, fala sobre inclusão com doses de humor e suspense, fazendo as pessoas pensarem sobre as diferenças e as desigualdades, sem nenhum tipo de panfletagem, contando com acessibilidade na comunicação (auto-descrição das cenas, programa em braile, intérprete de libras e legenda eletrônica).

Nada mais oportuno do que falar sobre esse tema aqui na Bahia, Estado que tem tentado reagir com luta, informação e arte a todo e qualquer tipo de discriminação e preconceito. Por ser uma obra que visa a igualdade e a inclusão acima de tudo, as apresentações serão realizadas em dois espaços distintos e de suma importância para esse tipo de abordagem: o Teatro de Pano – Escola Via Magia, instituição conhecida pela preocupação com o desenvolvido do indivíduo e uma das responsáveis pelo conhecido Mercado Cultural e o Centro Cultural Plataforma, localizado num bairro da periferia de Salvador, que prioriza espetáculos de cunho social. Sem dúvida, um intercâmbio imperdível!!!
 

O espetáculo é gratuito e conta com a seguinte programação:
- Dia 2 de junho, às 19 horas – Teatro de Pano – Escola Via Magia.
- Dia 3 de junho, às 20 horas – Centro Cultural Plataforma.
- Dia 4 de junho, as 15 e às 20 horas – Centro Cultural Plataforma.

 

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Negros em movimento
Publicado às 08:17 em 27/5/2009

No último dia 13 de maio foi comemorado do dia da Abolição da Escravatura. Confesso me recusar a fazer parte de qualquer movimento negro. Apesar de respeitar e entender algumas mobilizações, a minha maior necessidade é ser uma negra em movimento. Não curto muito essa história de eterno “complexo de senzala”. Amo minha etnia, mas me recuso, em pleno século XXI, a ter que ficar provando isso ou aquilo para quem quer que seja. Eu sou o que sou e ponto. Não existe outra opção. Ou nos aceitam ou nos aceitam. Caso contrário, arquem com as conseqüencias.

Infelizmente, nós, negros, muitas vezes, ainda nos vemos obrigados a ter gritar pelo nosso espaço. É algo inadmissível, mas muitos, por outro lado, ao invés de chorar, de espernear, de bater, de agredir... colocam suas dores e revoltas no palco, transformando o que seria, para muitos, chiliques e ressentimentos em arte.É mais ou menos essa a proposta de Negreiros, monólogo do ator, diretor e autor, Leandro Rocha, que estreou no dia 7 de maio e estará em cartaz até i dia 13 de junho, de quinta a sábado, às 20 horas, no Espaço Cultural Casa da Música, Parque Metropolitano do Abaeté, em Itapuã.

O espetáculo, que mescla cinema e teatro como recursos cênicos, baseado nas obras de Castro Alves, questiona o mito da democracia racial, através de Piroco, um personagem cego, que se tranca num quarto e aborda a existência ou não da escravidão mental. O que seria mesmo essa tal de escravidão nos dias de hoje?

A Companhia de Teatro Cidadão de Papel está em sua sexta montagem e durante a sua existência abordou basicamente temas de cunho social, mobilizando o público para tomada de decisões e posições. O grupo Oficina Cênica (A dengue Dengosa, Sem Noção, dentre outros.) desenvolveu o figurino, a maquiagem é de Marie Thauront (Seu Bonfim, Policarpo Quaresma, Comédia do Fim, dentre outros.), a preparação corporal, assistência de direção e iluminação é de Marcos Oliveira (Espetáculos O Cidadão de Papel, Trama dos Arteiros, Sem Noção, dentre outros.) e a trilha sonora é de Leandro Rocha (As Troxâs, Fome, Sem Noção, dentre outros.).

Com certeza é um espetáculo que merece ser prestigiado por negros, brancos, cidadãos, seres humanos... O ingresso é 1 Kg de alimento não perecível - Os alimentos arrecadados serão doados para o Grupo Assistencial Vida e Saúde(GAVS).

 

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Será o fim?
Publicado às 10:00 em 4/5/2009

No ultimo dia 14 de abril, as luzes do Teatro Castro Alves se acenderam para o Prêmio Braskem de Teatro, que contemplou os melhores profissionais da área em 2008. Muitos afirmaram que a cerimônia teve pouco brilho, mas, na verdade, ela já está fosca há algum tempo. Inclusive, já tem um tempo que ouvimos o papo de que o prêmio não mais acontecerá, principalmente, pelo pouco prestígio que a empresa vem sentindo da classe teatral baiana.

Creio que, como incansável pensador, faz parte da essência do artista contemporâneo sobreviver de questões. Esse retrato foi visto em muitos dos que subiram ao pouco para receber e entregar os prêmios. Todos aproveitaram o espaço para questionar e fazer protestos. Não que isso esteja errado, pelo contrário. Temos que aproveitar esse encontro, tão raro, onde tiramos nossos melhores figurinos do armário e desfilamos para colegas e amigos que comungam das mesmas dores e sabores. A questão é como e por quê. É um desabafo? É uma convocação? É uma comemoração? É uma constatação? O que é essa enxurrada de coisas ditas em cima daquele palco?

As premiações? É claro que a gente gosta de algumas, não concorda com outras, mas não podemos esquecer que é só a opinião de sete pessoas. De certo, o Prêmio Braskem de Teatro é o reflexo do teatro baiano atualmente, que agoniza, mas insiste e ainda anda. A gente ama, odeia, quer, não quer... A diferença é que, querendo ou não, o teatro vai continuar ali, existindo, enquanto o prêmio pode acabar mesmo e a gente certamente vai sentir falta. Principalmente, porque apesar de todos os seus muuuuuitos defeitos, é o único que temos. E de certo é um evento que merece o nosso respeito e o nosso prestígio. Por isso, convoco a classe artística a lutar por ele. Não como objeto de mendigagem e, sim, de reconhecimento.


Eis os grandes contemplados de 2008:

Categoria Especial (Fábio Espírito Santo), Revelação (Rodrigo Frota), Melhor Espetáculo Infantil (Os Prequetéis), Melhor Texto (Dinah Pereira), Melhor Atriz (Cláudia di Moura), Melhor Atriz Coadjuvante (Elaine Cardim), Melhor Ator (Urias Lima), Melhor Ator Coadjuvante (Armindo Bião), Melhor Direção (Luiz Marfuz) e Melhor Espetáculo (Policarpo Quaresma).

Eu, particularmente, esperava que Hilton Cobra ganhasse como Melhor Ator. Não porque Urias não merecesse e, sim, porque Cobrinha foi espetáculo em sua leitura do grande herói nacionalista, retirado do livro de Lima Barreto. Ele era a alma de Policarpo e conseguiu transformar aquele nacionalista, às vezes chato, num guerreiro divertido e admirável. Sem querer também desmerecer os outros atores do espetáculo. Pelo contrário. Mas Hilton Cobra era O CARA da montagem do Núcleo do TCA.

Outro ponto forte, para mim, foi a premiação do multifacetado artista cearense, Rodrigo Frota, que além de ator, é aderecista, cenográfo... No ano passado, ele foi responsável pelos brilhantes cenários de Salomé, Atire a Primeira Pedra e o já festejado Policarpo Quaresma. Rodrigo é sem dúvida um dos artistas mais brilhantes de sua geração. Por tudo. Pelo talento, pela responsabilidade, pelo comprometimento e, principalmente, pelo amor pleno e visível que tem pelo que faz. Ele é um exemplo e eu sou fã.

Bom, agora passado mais esse momento de comemorações, nos resta brigar, esperar e torcer pela Edição que contemplará os Melhores de 2009.

 

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ENTREVISTA COM MÁRCIA CASTRO
Publicado às 14:32 em 31/3/2009

Márcia Castro é do tipo de pessoa que vai chegando devagar, paciente, com alegria e, principalmente, talento. As coisas foram acontecendo de forma tranqüila e definitiva. Ela, sem dúvidas, é uma das jovens cantoras que mais prometem atualmente. E tudo sem pressa e sem afobação.

Aos 30 anos de idade, viu Queda, uma das canções de Pecadinho, seu primeiro CD, torna-se uma das canções da trilha sonora da novela Ciranda de Pedra, da Rede Globo, já cantou com Tom Zé e Mercedes Sosa. Quer mais? Ela também quer. E promete muitas novidades.
 
Vocês devem estar perguntando "o que uma cantora faz numa coluna sobre teatro?". É com experiência em teatro (Marcia já cantou na Aerotrupe e já participou de grupo de teatro), o seu show tem elementos cênicos e suas músicas possuem traços de dramaturgia. Ela arrisca e inova, com humor, encenação e leveza. Vamos lá?

PATRÍCIA RAMMOS: Quando você se descobriu cantora? Como começou sua carreira?
Primeiro aprendi a tocar violão aos 11 anos. Era tímida, não conseguia cantar. Mas depois, nas rodas de violão com amigos da escola e do lugar onde morava, comecei a arriscar canções e achar muito interessante, prazeroso a possibilidade do canto. Aos 16 anos já tocava em bares da cidade, coisa que fiz até os 23 anos, quando decidi me dedicar a uma carreira autoral.

PR: Qual é o estilo de música que você gosta de interpretar? Em que modalidade musical você se enquadraria?
Não existe um estilo de música que eu gosto de interpretar. Eu gosto da canção, independente de qualquer categorização. Passeando por vários universos musicais, vou me descobrindo e revelando coisas da própria música. Desse mesmo modo, não me vejo dentro de uma modalidade. Apenas canto.

PR: Em um ano você estourou em São Paulo e, aos poucos, está sendo reconhecida nos outros estados brasileiros... Como está sendo essa experiência? A que você deve esse boom?
Esse é um momento especial em minha vida. O trabalho começa a sair das fronteiras baianas e a ganhar dimensão nacional com o reconhecimento de pessoas sérias, as quais admiro muito. Ao mesmo tempo, tenho muito para caminhar, pois nada para, pelo contrário, os compromissos se intensificam, a responsabilidade fica maior, o próprio trabalho amadurece e novas formas de fazer vão se mostrando. Tem sido uma experiência rica sair do colo da mãe Bahia e me aventurar pelo mundo. As novas pessoas que cruzam o meu caminho, as novas paisagens, tudo isso alimenta o processo criativo. Sou toda gratidão.

PR: Dizem que a Bahia está na moda, você concorda? Por quê? Como você ver os artistas baianos no mercado cultural baiano e brasileiro?
A Bahia, com todas suas lendas, mitos, ritos, sempre despertou a curiosidade de todo mundo. Geralmente, as pessoas entendem o nosso estado como uma terra mágica, especial. Muitas pessoas que encontro pelas bandas de cá tem aquele sonho de morar na Bahia. Nosso povo é generoso, amoroso, sensível, inusitado, isso tudo caminha para o fazer artístico. Temos muita gente fazendo coisa interessante. Na música, por exemplo, pessoas como Cláudia Cunha, Mariella Santiago, Manuela Rodrigues, Ronei Jorge, Retrofoguetes, Cascadura, Roque Ferreira, Luciano Bahia, muitos que não seria possível citar aqui.  Porém, persiste o velho problema de circulação, de produção, de público, uma cadeia que não se sabe onde começa. Mas depois dos últimos dois anos, consigo visualizar uma nova fronte, o espaço, lentamente, tem ficado mais democrático, os artistas, por sua vez, estão abandonando a posição de "desprotegidos" e correndo atrás do prejuízo, sendo criativos para tocar o trabalho. Sinto o coletivo voltando e revelando uma força que temos guardada para dar a volta por cima.

PR: Em sua opinião, qual é a diferença entre a cultura vivida no Sul do país e a cultura vivida no Nordeste? Quais os prós e contras dos dois pólos?
O sul tem mais dinheiro, acho que esse é um ponto crucial para se pensar em produção de cultura. Para criar ninguém precisa de dinheiro, mas para fazer sua arte visível são outros mecanismos. Além disso, fatores midiáticos colocam o Sudeste, principalmente, como o grande difusor de cultura do país. Por isso, vemos mais produção aqui no sudeste. Falo de circulação, não de qualidade, pois em ambos os circuitos podemos encontrar trabalhos maravilhosos de artistas também incríveis.

PR: Você já é uma cantora respeitada no mercado, existe algum segredo para ser uma boa cantora?Acredito que o segredo para ser bom seja lá no que for é estar apaixonado, envolvido e concentrado. O resto vem daí.

PR: Como surgiu a oportunidade de cantar com Mercedes Sosa?Quais projetos vocês fizeram juntas?Encontrei com Mercedes Sosa em Roma, no dia do seu aniversário, através de um grande amigo e produtor, num importante teatro da cidade onde ela faria um show a noite. Depois da passagem de som, ela me convidou para cantarmos juntas Insensatez. Fiquei emocionada e assustada, mas, claro, aceitei. Depois disso, foram 11 shows pelo mundo, incluindo Berlim, Hamburgo, Tel Aviv e várias cidades do Brasil, sendo que a última foi Salvador, boa coincidência. Mercedes é uma diva na música e na vida. Um dos corações mais generosos que o meu já cruzou. Sou grata eternamente pelo convite!

PR: E Tom Zé? Como surgiu a oportunidade de cantar com Tom Zé?
Logo depois de lançar o Pecadinho, mandei um CD para Tom Zé, pois ele e Tuzé de Abreu são autores do Frevo (Pecadinho), que intitula o disco. Dias depois ele me ligou, parabenizando o trabalho, dando dicas, eufórico. Vi que havia uma pessoa que me queria bem, que acreditava. Cheguei em São Paulo e o procurei, sempre tendo respostas muito carinhosas, dele e de Dona Neusa, sua esposa. Convidei-o, mais tarde, para participar do vídeo-clipe do Frevo dirigido por Marcondes Dourado. Ele topou e foi uma experiência interessantíssima. Meses depois, fazendo minha primeira temporada do Pecadinho em São Paulo, uma grande jornalista musical chamada Patrícia Palumbo apareceu no show. Ela estava fazendo a seleção das cantoras para o próximo CD de Tom Zé, que iria gravar um trabalho só com intérpretes femininas. Coincidentemente, uma canção estava sem dona. Ela, no dia após o show, disse ter encontrado a pessoa perfeita para cantar a música "Filho do Pato". Os acasos da vida colocaram-me, mais uma vez, perto de Tom Zé. Então, foi uma grande alegria para ambos.

PR: O que a levou a permanecer em São Paulo?
O que me levou a permanecer em São Paulo foi a possibilidade de trabalhar de um modo mais digno, menos desesperado, com a esperança de viver tranquilamente de minha arte. Hoje, posso dizer que gosto muito da cidade, tenho prazer de estar ali, como tenho prazer de voltar para a Bahia. É bom se deslocar, areja o pensamento.

PR: Quais as indicações e os prêmios que recebeu?
Na Bahia, conquistei o Troféu Caymmi em 2004, categoria de cantora revelação. Em 2006, conquistei o Prêmio Braskem Cultura e Arte, que possibilitou a gravação do CD Pecadinho. Com o Pecadinho, fui indicada ao Prêmio Tim, em 2008, como melhor cantora pop-rock, concorrendo com Vanessa da Mata e Fernanda Takai. Nesse mesmo ano, fui indicada ao Prêmio Quem de música.
 

PR: Como é o seu processo de criação? Quais são os mitos e verdades sobre a voz?
Meu processo criativo acontece através das experiências que vou tendo na vida, do que vou lendo, assistindo, ouvindo. Em algum momento, a gente condensa isso num trabalho artístico. Técnica não é tudo, é preciso criar abertura para conexões criativas. Para isso não existe fórmula, é o que cada um traz em si. Cuido da minha voz bebendo muita água e dormindo bem. Se consigo isso, tudo fica tranquilo.

PR: Com quem você gostaria de trabalhar e ainda não trabalhou?
Com muita gente. Arto Lindsay é uma dessas pessoas.

PR: Com que você adorou trabalhar e gostaria de repetir a dose?
Luciano Salvador Bahia é um cara com o qual sempre adoro repetir a dose.

PR: Você saberia dizer qual foi o momento mais importante da sua carreira? Em algum momento teve vontade de largar a carreira artística?
Tive momentos emocionantes. Cantar com Mercedes Sosa em Roma foi um desses. Já pensei em abandonar a carreira artística várias vezes, mas no fundo a gente sabe que é impossível, pois seria um suicídio inconsciente e lento. A arte não é só um modo de se expressar, ou de viver, é quase que uma salvação...

PR: Você acha que um cantor precisa ter posição política? Por quê?
Acho que todo mundo precisa ter uma atitude política.

PR: Vivemos em um mundo cheio de injustiça, violência, corrupção, trafico de drogas... Diante disso, você acredita que sonhar e tentar achar uma solução é uma utopia?
Sonho não é utopia, sonho é uma necessidade para atirar-se em algo. Já achar uma solução é algo que não penso como finalidade. Eu sonho e vivo, tendo achar coisas...

PR: Ônibus, carro ou avião?
Depende para quê. (risos)

PR: O Brasil de hoje tem um grande projeto?
Desde que me entendo gente, ou através dos livros da escola, o que se dizia é que o Brasil sempre teve um grande projeto para ser aquele velho país do futuro... quem sabe?! Temos potencial para tudo.

PR: O ego, normalmente, "caminha" lado a lado com a profissão de cantor. Como lida com ele?
Perdendo, pensando e fazendo alguma atividade física... (risos).

PR: Quais os seus planos para o futuro?
Na carreira, continuar divulgando o Pecadinho pelo país e pensar no próximo trabalho... Na vida, são muitos desejos e poucos planos. Estou deixando o barco me levar, sempre dando uma checada na maré.



MÁRCIA CASTRO

Momento Fútil e Útil: Fazer a unha. O violão agradece.
Nome Completo: Marcia Guimaraes Caminha de Castro.
Data, local e hora de nascimento: 07 de dezembro de 1978, as 09:55h.
Idade: 30 anos.
Signo: Sagitário.
Traço marcante da sua personalidade: Insistência.
Vício: Amor.
Truque da boa forma: Estou a procura.
Drink: Em dias felizes.
Perfume: O cheiro da pele.
Figurino: Confortável, sem salto.
Viagem dos sonhos: Moreré, Bahia. Tão pertinho...
O que não pode faltar na bolsa: RG e um dinheirinho para uma água de côco.
O que não pode faltar na geladeira: Água e fruta.
Time: Bahia.
Melhor roupa para dormir: Depende...
Site favorito: Os blogs para download de obras raras.
Tecnologia: Apple.
Livro: Leio agora Manuelzão e Miguilim, Guimarães Rosa.
Email: contato@marciacastro.com.br
Frase: "A arte não é a imitação da vida. A vida é que é a imitação de alguma coisa transcendental com que a arte nos põe em contato", Artaud. 

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Patrícia Rammos é atriz, Bacharel em Interpretação Teatral pela Escola de Teatro, Universidade Federal da Bahia, desde 2001. No Teatro, atuou nos espetáculos Pedro e a cobra-de-fogo, Ora, Bolas, Irmã Dulce, Cinderela Black Power entre outras produções.

No cinema, atuou nos curtas “O Homem Mais Insuportável do Mundo”, “Uma Canção” e “Negros em Movimento”. Atuou na TV e no Rádio como apresentadora em diversos eventos e programas.Apresentou o Projeto Música no Porto, esteve na Produção Executiva de Policarpo Quaresma e atualmente está em cartaz com o espetáculo Pedro e a cobra-de-fogo.
 

 

 









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