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Publicado em 5/10/2009
Genteeeeeeeeee!!!

Há quanto tempo !!! Demorei pra pintar por aqui, né? Estava viajando. Fui com Igor Epifânio ao Fringe – The Edinburgh Festival, na Escócia. Um evento gigantesco, com mais de 1000 espetáculos de teatro disputando a atenção do público. Esse festival é conhecido mundialmente pela diversidade e grandiosidade.
 
No Fringe participam espetáculos da Rússia, da Espanha, da Itália, do Japão... enfim, uma pena não ter encontrado nenhum do Brasil. Em dois dias assisti doze espetáculos... Saíamos de um espetáculo e corríamos pra outro. As apresentações eram realizadas em salas, teatros, cafés, bares... É algo surreal. E a língua em comum era a inglesa. Felizmente, não tive grandes dificuldades em entender, já que o english escocês é mais didático

Dos muitos, escolhemos ver The Picture of Dorian Gray, de Oscar Wilde, um monólogo esplêndido defendido por um jovem-senhor inglês, The Self Murder, texto sutil, onde dois jovens russos discutem a existência humana e a vontade de abandonar a vida. Entendi ali o que é “less is more". Vimos também Mong-Yeon (A Love in Dream), espetáculo coreano, que tinha a morte de um ente querido como tema principal. Era uma espécie de Ghost do oriente, com uma mulher correndo de um lado pro outro atrás de um tal de "Yobô" (o marido morto). Caímos de rir num show de humor Rosa Waxes Lirical, apreciamos também, Certain Dark Things, um espanhol com uma temática gay... Uma espécie de Garcia Lorca LGBT, dentre outros. É claro que não faltou espetáculo ruim. Mas a grosso modo, dos doze que vi, só um era péssimo e um era razoável.
 
Muito louco assistir teatro em outra língua. Por mais que você entenda, há muito o que entender, o que aceitar... O festival agrega várias pessoas, permite o intercâmbio entre vários “quereres”, várias culturas... Edinburgh abre suas portas todos os anos, durante um mês, para receber o Festival, uma verdadeira salada cultural. Imperdível ver e participar.

A gente tem que invadir aquele lugar. Seria perfeito montar uma peça em inglês e mostrar na Grã-Bretanha que teatro é uma linguagem universal.

Prometo não demorar tanto. Até.

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Patrícia Rammos é atriz, Bacharel em Interpretação Teatral pela Escola de Teatro, Universidade Federal da Bahia, desde 2001. No Teatro, atuou nos espetáculos Pedro e a cobra-de-fogo, Ora, Bolas, Irmã Dulce, Cinderela Black Power entre outras produções.

No cinema, atuou nos curtas “O Homem Mais Insuportável do Mundo”, “Uma Canção” e “Negros em Movimento”. Atuou na TV e no Rádio como apresentadora em diversos eventos e programas.Apresentou o Projeto Música no Porto, esteve na Produção Executiva de Policarpo Quaresma e atualmente está em cartaz com o espetáculo Pedro e a cobra-de-fogo.
 

 

 









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